(Coluna Jana Braga) Fernando Collor: Situação, oposição e vice e versa

No cenário atual, os dois maiores grupos políticos de Alagoas se dividem entre o bloco partidário que dá sustentação ao Governo do Estado e à Prefeitura de Maceió. Nessa formação, uma posição ainda que discreta se diferencia das demais. Se trata do senador Fernando Collor, atualmente filiado ao PTC - Partido Trabalhista Cristão e antigo PRN, Partido da Renovação Nacional, legenda ao qual Collor foi eleito presidente da República em 1989 - é disparado a maior liderança da agremiação em Alagoas.

FErnando Collor. Foto: Reprodução

Em 2014, Fernando Collor candidato ao senado fez dobradinha com o também candidato ao governo Renan Filho. O resultado das urnas é sabido de todos. Isso garantiu espaço no Governo com a indicação do secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos. Dois anos depois, na campanha eleitoral de 2016, o senador Collor não apoiou Cícero Almeida, o candidato do Palácio República dos Palmares, e no 1º turno fez aparições no Horário Eleitoral pedindo votos para o candidato Paulo Memória, atual presidente do PTC em Alagoas. No 2º Turno, Collor evitou aparecer em atos eleitorais, mas o PTC declarou apoio ao prefeito Rui Palmeira. Da mesma forma, após a vitória o secretário Coronel Ivon Berto, ligado a Collor, assumiu a pasta do Convívio Social na Prefeitura de Maceió.

Sem necessitar de uma profunda análise é possível detectar que o senador Fernando Collor está representado politicamente nos dois grupos, sendo o único caso que foge da regra do antagonismo, ainda que não haja um embate declarado pelos os dois lados.

O desenho é confortável para Collor, mas provavelmente terá que fazer uma escolha às vésperas da eleição 2018, mesmo que se ausente do pleito, o partido terá que compor em uma só coligação. E ninguém com clareza política vai acreditar que o ex-presidente Fernando Collor não tenha peso suficiente para influenciar na decisão.

 
Enquanto nenhuma das expectativas é frustrada, o acúmulo de espaços, seja fisiológico ou ideológico como alguns possam defender, mantém uma atípica posição tríplice, como diz o título do texto.


Internamente, os dois grupos tentam obter, desde já, a preferência dele.

Traquilo, ainda se aproximando da metade do mandato como senador, elle sabe que os dois grupos vão esperar com paciência.


Mesmo que isso custe ter empreendido mais do que tempo numa aliança unilateral.

Tags: Notícias, Política em Alagoas, Fernando Collor, Coluna Jana Braga

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