Dick denuncia
Terça, 30 Janeiro 2018 09:10

Órgãos melhoram qualidade dos serviços com trabalhos dos reeducandos

Proporcionalmente, Alagoas é a unidade federativa que mais emprega egressos dos regimes aberto e semiaberto

Escrito por Maysa Cavalcante/Agência Alagoas
Órgãos melhoram qualidade dos serviços com trabalhos dos reeducandos Proporcionalmente, Alagoas é a unidade federativa que mais emprega egressos dos regimes aberto e semiaberto. Fotos: Jorge Santos

O setor da Reintegração Social da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) desenvolve ações que mudam não só a vida dos egressos do sistema prisional, como da própria sociedade. Por meio da formalização de convênios, são firmadas parcerias com órgãos públicos e empresas privadas para criar postos de trabalho dos reeducandos.

"Com a assinatura dos convênios, busca-se quebrar o preconceito que há em torno da pessoa que já cumpriu sua pena no regime fechado. Muitos continuam estigmatizados socialmente pela passagem no presídio, o que acaba dificultando o retorno ou ingresso no mercado de trabalho", comenta a gerente de Reintegração Social, agente penitenciária Shirley Araújo.

A Seris possui 33 instituições em sua rede de conveniados, com mais de 700 custodiados que cumprem pena nos regimes semiaberto ou aberto no mercado de trabalho. A iniciativa é fundamental para reduzir a reincidência criminal que hoje é inferior a 2%. Em 2017, por exemplo, apenas cinco custodiados dos convênios voltaram a cometer delitos em Alagoas.

Além de fiscalizar os apenados, o setor de Reintegração Social também oferta cursos voltados para a educação e profissionalização. Com reuniões periódicas, o setor busca ainda estreitar laços com as empresas conveniadas. "Apresentamos as normas do projeto aos nossos parceiros. Assim, alinhamos os procedimentos e melhoramos a qualidade dos serviços", explica Shirley Araújo. 

Parceria de sucesso

Além de ser um dos órgãos que mais empregam egressos dos presídios, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) também é o mais antigo em execução, 16 anos de parceria. A técnica em química da Casal, Edla Azevedo, afirma que a atenção dada pelos equipe multidisciplinar da Reintegração Social são importantes para o bom andamento da parceria.

 

"Trabalho diretamente com os reeducandos e nunca tive qualquer queixa a fazer. O convênio é uma oportunidade maravilhosa para os custodiados, pois possibilita que eles possam provar para a sociedade que realmente mudaram e que podem ser reintegrados. A postura no local de trabalho, os bons hábitos e a boa convivências são práticas levadas à sério e valorizadas pela Seris e pela Casal", disse Azevedo.

Como funciona

Para participar dos convênios, o reeducando deve procurar o setor de Reintegração Social de forma voluntária. O custodiado passará então por uma série de entrevistas que são realizadas por uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos e assistentes sociais. A partir da análise das experiências profissionais e aptidões naturais é traçado o perfil do egresso.

Após a inserção em um posto de trabalho, os custodiados são acompanhados pela equipe psicossocial da Reintegração Social e por uma equipe de fiscais, composta por agentes penitenciários, que supervisionam de forma diária as atividades desenvolvidas pelos custodiados e o desempenho deles em seus locais de trabalho.

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