Secretaria de Segurança do Estado

As polícias Civil e Militar realizam uma operação na manhã desta quarta-feira (28) para o cumprimentos de mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Sertão de Alagoas.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) afirmou que os trabalhos fazem parte das investigações da morte do vereador Tony Carlos Silva de Medeiros, o Tony Pretinho. O crime ocorreu em dezembro de 2017. A polícia informou que o vereador foi morto por tiros de pistola e de espingarda

A reportagem do G1 entrou em contato com a Delegacia de Batalha e confirmou que a operação ocorre lá e em outras cidades. Um agente de polícia disse que há pessoas presas e que elas foram encaminhadas para Maceió.

Seria a segunda fase da ação que tenta esclarecer as mortes de vereadores em Batalha. Na sexta-feira (23) a Polícia Civil prendeu o vereador por Batalha Alex Sandro Rocha Pinto, conhecido como Sandro Pinto (PMN), e outros dois homens pelo assassinato do vereador Adelmo Rodrigues de Melo, o Neguinho Boiadeiro (PSD). O crime aconteceu em novembro de 2017.

Participam da operação militares do 7º Batalhão, do Tático Integrado de Grupo de Resgates Especiais (Tigre) e de outras unidades especializadas da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Uma coletiva de imprensa foi marcada onde os detalhes da operação serão apresentados os detalhes da operação.

Uma idosa de 71 anos foi presa em flagrante na tarde desta sexta-feira (23) por suspeita de tráfico de drogas na cidade de Teotônio Vilela, interior de Alagoas.

Segundo informações do 3º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas equipes policiais faziam rondas no bairro Parque do Futuro quando perceberam a idosa identificada como Marinita Simplício da Silva em atitude suspeita.

Ao revistar a casa onde ela estava os policiais encontraram 11 pedras de crack e R$ 55 em dinheiro que pode ter sido proveniente da venda das drogas.

Ela foi conduzida até a delegacia da Polícia Civil de São Miguel dos Campos, onde foi constatado que Marinita Simplício era reincidente e já havia sido presa anteriormente por tráfico de drogas.

A intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro trouxe apreensão para moradores de quase 30 cidades dos outros três Estados da região Sudeste do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O temor é de que criminosos que se sintam encurralados em municípios fluminenses em que há um reforço no policiamento com tropas militares nas ruas acabem migrando para um desses outros Estados. Nesta quinta-feira (22), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, se reunirá na capital paulista com secretários de Segurança para discutir estratégias para controlar essa debandada.

Das três unidades federativas, até agora apenas o Espírito Santo apresentou um plano de contingência para barrar possíveis migrações. “Nossos serviços de inteligência não detectaram nada até o momento, mas decidimos nos precaver para evitar que grupos criminosos se instalem por aqui”, explicou o secretário da Segurança Pública capixaba, André Garcia.

Conforme o secretário, os quase 200 quilômetros de divisa com o Rio e Minas Gerais receberão reforços diários no patrulhamento. Por dia serão mais 140 policiais civis e militares para rodovias que passam por oito cidades do Estado com o objetivo de combater principalmente os crimes de tráfico de drogas, armas e roubos de cargas. “São delitos que costumam ocorrer com maior frequência no Rio do que aqui. Com essa intervenção federal, imaginamos que poderia haver essa migração”, afirmou Garcia. Nessas cidades o clima é de preocupação, conforme fontes do governo capixaba.

Desde a conferência ECO-92, no Rio, diversas vezes houve um reforço no policiamento nas rodovias do Espírito Santo para evitar a entrada de criminosos fluminenses, mas nenhuma grande prisão ocorreu. Ainda assim, o temor persiste.

Questionadas sobre o assunto, as secretarias de Minas Gerais e São Paulo não detalharam seus planos. A secretaria de Minas informou que seu planejamento está sendo realizado em ações conjuntas que envolvem bombeiros, polícias civil e militar além dos responsáveis pelo sistema penitenciário. Nos próximos dias, o Governo mineiro deve informar como será esse plano de contenção.

Já a gestão paulista, não respondeu aos questionamentos da reportagem. Dois deputados federais que atuam na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, informaram que solicitaram reuniões com prefeitos da região, com autoridades das polícias e com o Governo para começarem a traçar um plano local, mas ainda sem nenhuma resposta.

Na esfera federal, o Ministério da Justiça elaborou um plano de execuções para evitar essa possível dispersão dos criminosos. Segundo a assessoria do órgão, esse projeto está em execução, mas não poderia ser detalhado por questões de segurança. Ainda assim, o ministro Torquato ouvirá as propostas dos três secretários.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada na terça-feira, o ministro afirmou que provavelmente os Estados limítrofes sofrerão o impacto da ação no Rio. “Temos de ver se vai ser marola ou tsunami. Alguma coisa vai acontecer, temos que ser realistas”, afirmou. E completou: “Quanto mais eficaz a ação no Rio de Janeiro, a marola vai crescer. O nosso trabalho é não deixar virar tempestade, jamais um tsunami”.

O processo de modernização implantado pela atual gestão da Polícia Civil de Alagoas ganha mais um aditivo com a aquisição de 100 novas armas longas, que serão utilizadas no combate ao crime, dando mais segurança à sociedade alagoana. O novo quantitativo de material bélico chegou ao setor de armas da Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (16).

O equipamento comprado com recursos do Fundo Especial de Segurança Pública do Estado de Alagoas (Funesp), no valor de R$ 570 mil, é composto por 50 carabinas e 50 submetralhadoras, calibre .40, coronha retrátil e dobrável, que permite a utilização do armamento embarcado com mais agilidade, da fabricante Taurus.

O policial civil e assessor técnico Ednildo Macena, que dirige o Núcleo de Regulamentação, Registro e Controle de Armas, Munições e Explosivos (Nurrcame), explicou que a nova aquisição permitirá o descarte de metralhadoras, calibre 9 mm, com mais de 45 anos de uso, que já estão obsoletas.

Todo o armamento foi previamente avaliado na fábrica da Taurus, com testes que totalizaram o uso de 4.500 munições, acompanhados por dois membros da Comissão de Avaliação e Modernização Bélica (CAMB), formada por policiais civis especializados em armamento e munições.

As novas armas serão entregues, a priori, para os grupamentos especiais, delegacias especializadas e regionais, entre outras unidades que necessitam de equipamento.

O delegado Aydes Ponciano, gerente de Estatística e Informática (Geinfo), ressaltou que, além desses novos equipamentos, em 2017, a instituição recebeu 502 novos coletes balísticos e 370 pistolas, marca Taurus, modelo PT 840, calibre .40.

Com todo esse investimento, o delegado-geral Paulo Cerqueira, reafirmou que a Polícia Civil de Alagoas dispõe hoje de uma estrutura que permite dispor de uma arma individualizada, algemas e colete balístico para cada policial, devidamente acautelados para o trabalho diário, uma meta que foi conquistada com a atual gestão.

“Equipar a Polícia Civil com armamento é uma grande conquista, que se deve ao esforço das equipes da PC e da Secretaria de Segurança Pública e, também, ao empenho e apoio do Governo do Estado, que continua garantindo o investimento na segurança com a compra de novos equipamentos”, finalizou Paulo Cerqueira.

Novos investimentos em diversas áreas estão programados para o ano de 2018. A intenção da atual gestão é atingir o número de 250 armas longas, quantitativo ideal para suprir a necessidade das delegacias e grupamentos operacionais da instituição.

 

Um homem suspeito de tráfico de drogas foi preso na madrugada desta terça-feira (30) no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Segundo a polícia, o fato ocorreu por volta de 1 da manhã.

De acordo com relatório de ocorrências do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciops), Julios César Ferreira de Lima, 40, estava em atitude suspeita, e após abordagem dos militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), foi encontrado com ele 1,067 kg de maconha.

Lima e o material apreendido foram encaminhados para a Central de Flagrantes I, no bairro Farol, onde foi autuado por tráfico de entorpecentes.

Últimos dados divulgados pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) mostram que atualmente, Alagoas possui uma população carcerária de 7823 presos, e deste montante, 4.416 estão recolhidos nas unidades prisionais. Entre eles, figuras conhecidas da sociedade, chefes do tráfico e presos de crimes comuns. Essa mistura entre os reeducandos aponta que a lei começa mesmo de forma lenta, ser aplicada a todos.

O Procurador Geral de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE), Alfredo Gaspar de Mendonça, explicou que a lei deve ser aplicada a todos, porém ainda existe um clima de impunidade.

“Queremos o fim da impunidade, mas ao mesmo tempo há uma pressão para tirar das prisões mais pessoas, evitando o aglomerado, numa faculdade do crime. Enquanto isso a sociedade exige que essas pessoas fiquem presas porque ninguém aguenta lá fora. Ainda temos que lhe dar com a visão da impunidade para aqueles que pertencem a uma camada mais abastada. A lei tem que ser para todos e a prisão também”.

“Esse sentimento de impunidade não pertence a mim, mas ao povo brasileiro”, completou.

Alfredo lembra que o MPE tem feito a sua parte nas investigações que envolvem figuras públicas ou de classes mais altas da sociedade, como na Operação Taturana, por exemplo. “A parte que coube ao MPE nestes casos foi devidamente protocolada para a punição daqueles que tem responsabilidade nestes desvios. O exemplo são os deputados condenados na segunda instancia das ações de improbidade. A questão penal ficou a cargo do MPF perante STJ, e essa eu não tenho noticias do desdobramento dessas ações”.

O papel do MPE é bem claro, de acordo com o Procurador-Geral, para estes casos. “A constituição é clara quando diz que investigação é inerente a policia judiciaria, e o MPE é um fiscalizador externo dessa atividade, e em casos especial participa mais próximo”.

Alfredo ainda relatou a realidade enfrentada pela polícia judiciária. “Fica difícil para um delegado investigar um caso de corrupção onde o poderoso está de plantão. Porque em um dia ele estará lotado no sertão, outro na Litoral Norte, e outro no Agreste”.

Para ele, o MPE precisa está presente nestes casos para responder as necessidades daquela investigação.  “Em outros casos a policia judiciaria já mostrou a falência do aparelho Estatal de investigação. Nós temos milhares de inquéritos no país que estão arquivados porque não há condição estruturante para investigação”.

Mas segundo ele, tais crimes que envolvam pessoas de classes mais altas fiquem impunes por muito tempo. “Vejo uma estrutura de delegados competentes e concursados, Judiciário com servidores concursados, uma imprensa vigilante e sociedade mais critica,

com isso é improvável desviar a realidade dos fatos”.

Casos repercutiram nos últimos anos

O ex-deputado federal por Alagoas, Pedro Talvane Luis Gama de Albuquerque Neto, o ‘Talvane Albuquerque’, continua na prisão após ser condenado a 103 anos pelo planejamento da morte da também deputada federal Josefa Santos Cunha, a ‘Ceci Cunha’.

Em 2015, a defesa teve o pedido de liberdade negada após argumentar que o réu estaria submetido a constrangimento ilegal, pois estaria preso preventivamente sem que tenha sido julgado o recurso de apelação interposto contra a sentença condenatória proferida pelo Juízo da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas.

Casos mais recentes que envolveram até a Lei Maria da Pena no ano passado, como do prefeito de Maribondo Leopoldo Pedrosa, durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil, no mês de junho do ano passado. O gestor foi acusado de agredir a ex-esposa, Meiry Emanuella de Oliveira Vasconcelo.

O ex-prefeito de Canapi, Celso Luiz, também foi preso, mas pela Polícia Federal denominada “Deusa da Espada”. Ele é acusado de chefiar um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 27 milhões dos cofres da cidade.

A organização criminosa também seria responsável por um prejuízo que chega a R$ 17milhões, dinheiro oriundo do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e de outros programas do governo federal na área de educação, que foi depositado pela União nas contas da prefeitura de Canapi/AL entre 2015 e 2016.

Também entra no seleto grupo o prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino Lessa, preso em flagrante suspeito de receber propina. Lessa estava recebendo em casa dinheiro de uma empresa que vende mercadoria para a prefeitura da cidade. O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 500 mil.

A Operação “Duas Faces”, no início do mês de dezembro do ano passado também desarticulou uma vida de luxo vivida por membros de uma facção criminosa de São Paulo que estavam em Alagoas.

Quatro pessoas da família dele foram presas suspeitas de participar do esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas

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