Secretaria de Segurança do Estado

Começa nesta quinta-feira (1º) no Fórum da Capital, em Maceió, o júri popular dos irmãos Pagão. Carlos Jorge Cardoso da Silva e Alexandre Cardoso da Silva, que é ex-vereador de Rio Largo, serão julgado pela morte de Valdiano José da Silva, que ocorreu em fevereiro de 2005, na Mata do Rolo, em Rio Largo.

Conhecidos como Jorge Pagão e Júnior Pagão, os réus tiveram o júri popular desaforado para a Comarca da Capital a fim de garantir a imparcialidade do julgamento. O desaforamento foi necessário porque várias pessoas informaram ao juízo do primeiro grau o temor que a população local sentia em relação à família “Pagão”.

O Conselho de Sentença da 8ª Vara Criminal leva a julgamento os irmãos Carlos Jorge Cardoso da Silva e Alexandre Cardoso da Silva, ex-vereador de Rio Largo, acusados de serem os autores intelectuais do assassinato de Valdiano José da Silva, em fevereiro de 2005. O júri popular acontece nesta quinta-feira (1º), às 8h, no Fórum da Capital, e será conduzido pelo juiz John Silas da Silva.

O crime aconteceu no dia 17 de fevereiro de 2005, por volta das 20h30, na Mata do Rolo, em Rio Largo. Valdiano José da Silva teria sido executado pelos réus José Ricardo Simião e Fernando Kléber Hortêncio da Costa, que foram desmembrados deste processo.

De acordo com o processo, José Ricardo e Fernando deflagarem vários tiros contra a Valdiano José a mando dos réus Jorge e Júnior Pagão.

Segundo uma testemunha, o crime teria sido motivado porque os irmãos souberam que a vítima tinha cortado uma pessoa com facão e estaria furtando medidores de água nas residências, causando insatisfação na comunidade.

Em Cidades

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para afastar o juiz federal Sérgio Moro da condução do processo do sítio em Atibaia, no qual Lula é réu juntamente com outras 12 pessoas. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (31) na sede da corte, em Porto Alegre.

A defesa havia ingressado com um pedido de exceção de suspeição, recurso pelo qual a defesa pede que o juiz natural seja afastado do caso. Com a negativa, Moro segue à frente do processo.

A decisão foi unânime – os desembargadores Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus acompanharam o relator, desembargador João Gebran Neto. De acordo com Gebran Neto, as questões apresentadas pela defesa de Lula já foram analisadas pela 8ª Turma em outras ações semelhantes.

O processo tramita na 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba. Lula é investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal havia se manifestado contrariamente ao pedido de suspeição.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS. Os valores foram repassados ao ex-presidente em reformas realizadas no sítio, no município do interior de São Paulo, dizem os procuradores.

Conforme a denúncia, as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão. Lula nega as acusações. As primeiras audiências deste caso devem começar no início de fevereiro.

O imóvel foi registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente. Porém, investigação da força-tarefa da operação da Polícia Federal encontraram elementos que comprovariam que o sítio pertence, na verdade, ao ex-presidente. Entre eles estão bens pessoais, roupas e indícios de visitas frequentes ao imóvel. A denúncia afirma que entre 2011 e 2016, Lula esteve no local cerca de 270 vezes.

Primeiro Momento © 2013 - 2018 Todos os direitos reservados.